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Reflexão muito profunda do dia

Autor: Daniel Castro Machado - Brasília - DF

Como acabar com o terrorismo:

Considerando que:

1.) O ser humano é o único animal que tem o poder de dominar a natureza como base para sua própria sobrevivência.
2.) Essa dominação depende de entender os fenômenos, para então controlá-los, o que significa dizer: reproduzir os fenômenos bons (como o surgimento de uma planta comestível) e evitar que os fenômenos ruins aconteçam (como doenças).
3.) Então o ser humano precisa entender a causa dos fenômenos.
4.) Entender as causas dos fenômenos virou diferencial de sobrevivência.
5.) Isso criou uma corrida pelo conhecimento.
6.) Essa corrida gerou estresse.
7.) Para evitar o estresse de pensar muito sobre um problema o ser humano criou explicações genéricas para os fenômenos. Por exemplo, você explicar qualquer coisa ainda sem explicação com uma das frases: "não tem explicação", "é o sobrenatural", "é o Deus do fogo, da lua, das tempestades, ou outro" ou, simplesmente "deus".
8.) Os judeus comungavam a explicação genérica "deus".
9.) A cultivação dessa explicação era como um remédio para a mente cansada e criava uma comunhão entre as pessoas cansadas de pensar. Então essa ideologia de que Deus explica tudo foi se espalhando para outros povos, chegando entre outras regiões até a península arábica.
10.) Lá em Meca, por volta do ano 600 D.C. o poder constituído era abusivo, como praxe, mas ninguém conseguia confrontar porque era justificado pelos "líderes religiosos" cristãos e judeus. Eles diziam que eles eram os líderes simplesmente porque era a vontade de Deus. E ninguém queria mais viver sem a ideologia de Deus, pois ninguém mais queria viver pensando. Então não havia força para se criar uma mobilização, já que a comunhão até então dependia da palavra "deus".
11.) Então um árabe contrariado chamado Maomé teve a ideia de sugerir que Deus queria que ele fosse o novo líder (ele contou que um anjo apareceu para ele e lhe disse isso). E assim começou a liderar as pessoas, para fugir da opressão do poder vigente.
12.) Então Maomé foi perseguido e sofreu emboscadas.
13.) Para salvar sua própria pele Maomé criou ordens de represália aos inimigos.
14.) As escrituras ditas sagradas então passaram a conter textos de guerra.
15.) Maomé saiu vitorioso os seguidores de sua forma de pensar, chamada de islamismo, mais uma vez em comunhão, começaram a dominar os demais, criando um império opressivo.
16.) Os islâmicos viveram tempos de glória, como todo império, baseado na pilhagem e escravidão dos povos conquistados, incluindo boa parte da Europa, África e Ásia. Embora os momentos áureos tenham durado cerca de 100 anos, o império durou até meados do século passado, ou seja quase 1500 anos.
17.) Mas por volta do ano 1800 D.C. os europeus, especialmente os ingleses aprenderam a dominar a construção de máquinas. A produtividade aumentou, gerando riquezas.
18.) Com o dinheiro desse processo, chamado de Revolução Industrial, foi possível financiar exércitos capazes de finalmente combater o domínio islâmico, que nunca mais foi o mesmo.
19.) Hoje o povo muçulmano, de maneira geral vive dificuldades ao longo do planeta, mas se mantém apegados à ideologia daquela época. Portanto, os tempos áureos do impérios são vistos como parâmetro de esperança. Por isso, os líderes religiosos trabalham para retornar esse império e financiam exércitos terroristas. Entre si, eles se justificam pelas escrituras que endossam que os inimigos devem ser subjugados, até mortos. Claro, que a tradução de inimigo aí é por mera conveniência.

Então:

- Existe uma diferença entre explicar e justificar. Explicar é definir a causa de um fenômeno. Justificar é dizer porque uma atitude humana é boa para todas as partes envolvidas. A palavra "Deus" explica tudo, mas não justifica nada. Então não pode ser aceita como justificativa para práticas abusivas ou omissões.

- Nós, ocidentais, não entendemos o nome "Estado Islâmico". A palavra estado representa algo perene, que "está". Para nós, essa palavra está associada a um limite geográfico, como o Estado brasileiro. Para eles, esse conceito de estado não tem nada a ver com limites geográficos e sim com um império dominador que é o que lhes trouxe uma zona de conforto, ou seja, o Estado. Portanto, o objetivo do Estado Islâmico não é o terror por si só e sim uma tentativa de recriar o califado de outrora.

- Por último, uma ideologia na qual o sucesso se baseia em subjugar é uma ideologia falha. É só pensar, como o islamismo vai prosperar se, eventualmente, todas as pessoas do mundo se converterem a ele? Quem será o escravizado para sustentar os fiéis, se todos são fiéis?

Conclusão: para acabar com o terrorismo todas as pessoas do mundo deveriam se converter ao islamismo.

Ah! Um bem escrito e inquietante textão, pra matar as saudades de todos os que amam essa sessão e estão sentindo falta das atualizações diárias!
Bem, Daniel... Eu prefiro pensar no estado laico, aos moldes ocidentais, vivendo seu estilo de vida e deixando os radicais islâmicos viverem os deles... nos seus países de origem.
Sim, acredito que a liberdade religiosa, como qualquer outra, acaba quando interfere na liberdade do outro. É fato que TODO muçulmano, por doutrina, acredita que vamos queimar no fogo do inferno. Mas empunhar a espada de Alá e tentar queimar os infiéis me parece ligeiramente invasivo, não? Cadeia e deportação pra quem pratica qualquer crime em nome de qualquer pessoa: da mãe, do Mickey Mouse ou de Deus.
Ah, e ajuda bastante se o Ocidente não se meter nas tretas tribais milenares pra garantir o petróleo nosso de cada dia.
Mauricio Ricardo

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