Comentários

Autor: O Editor

Ontem atingimos a marca de 100 mil inscritos no YouTube. Valeu galera! E pra quem ainda não tá por lá, olha só o que você está perdendo: lançamos uma playlist chamada "Séries completas". Em breve todas as temporadas de "Tonin" e "Só Levando" estarão disponíveis em um único vídeo! A primeira temporada do nosso saudoso caipira ninja você pode ver agora:

Mauricio Ricardo
Autor: Saulo - Maringá - PR

Bom dia MRQ.
Eis me aqui novamente.
Continuo vendo o site todos os dias, com há muito tempo faço.
Olha que legal o que descobri hoje: http://vacilandia.com. E olha só o anexo.
É exatamente o que você e muitos outros internautas sensatos tem defendido.
Ocorre é que, infelizmente, na prática a maioria não sabe a diferença.
Abração.

Boa! E eu completaria que ela também não sabe a diferença entre "verdade" e "versões". É um pouco mais complexo, mas não se forma opinião sobre a verdade sem observar com o maior distanciamento possível ambos os lados.

Mauricio Ricardo

Desabafo da semana

Autor: Alguém - Brasil

Olá, M.R.! Sou sua fã há um tempinho e gosto bastante dos seus vídeos que você faz. Fiquei feliz com o último: ''Faltam uns 200 milhões nessa greve geral". Tão feliz por ter colegas meus que te conheceram e simplesmente amaram você. ^^
Estou aqui pra desabar.
Nesse vídeo em questão, eu comentei e uma pessoa - desconhecida do meu círculo - respondeu ao meu comentário dando uma ''resposta bem didática'' e começou a ''desconstruir o videozinho'' e pontuou coisas, desmerecendo o seu vídeo, pois disse que você é de direita. (*olhinhos revirando*), até porque a pessoa não entendeu que a questão é justamente essa: parar com essa picuinha direita x esquerda! Que tá todo mundo no mesmo barco que está afundando!)
Juro, MR, eu respeito a opinião dessa pessoa e de tantas outras que discordaram de você, mas por que as pessoas precisam ser agressivas e se acharem as donas da razão sempre? É tão difícil interpretar um vídeo que você deixou bem claro? E qual a necessidade de desmerecer alguém? Por que não coloca "não concordo com isso, pois tenho esses argumentos, mas estamos na paz" e pronto? Por que as pessoas querem atacar? O que aconteceu com o bom senso? Alguns podem até me achar infantil com essas perguntas, mas é essa falta de interpretação de texto e essa falta de saber debater que me frustram.
Enfim, quero parabenizá-lo pelo seu trabalho no Charges e também com os seus vídeos de opinião, pois acredito que não seja fácil ser cordial e de vez em quando (sendo boazinha, rs) receber xingamentos gratuitos e ofensas dos ''doutores da razão''.
Saiba que ouvir 2-3 minutinhos do seu ponto de vista, que eu acredito que seja sensato, me dá esperança em acreditar no Brasil. (:

Esse fenômeno, a intolerância contra quem pensa diferente, é um fenômeno global na era das redes sociais, como bem mostrou o cartum acima. Mas fico feliz em perceber que, pelo menos, existem muitas pessoas dispostas a ouvir. O vídeo sobre a greve já tem 3 milhões de views no Facebook. O número de likes mostra que, no geral, a galera concordou comigo, mas isso é o menos importante: precisamos reconstruir um cenário onde exista espaço pro contraditório, pro debate saudável. E já tem muita gente percebendo isso. Estou mais otimista do que no passado. Pra quem não viu o vídeo, é esse aqui:

Mauricio Ricardo
Autor: Alexandre Alves Do Nascimento - Goiânia - GO

Por que a seção de bobagens acabou?

Porque ela já está entupindo seu WhatsApp, seu Facebook e seu Twitter. É meme demais pra ser consumido. Estou oferecendo um momento de descanso.

Mauricio Ricardo
Autor: Wandeir - Caldas Novas - GO

M.R., tava pensando aqui: já que a polícia joga nos manifestantes bombas de efeito moral, acho que podemos jogar essas bombas também no Congresso pra tentar elevar a moral por lá. Será que faz efeito?

Aí é que tá: elevar... que moral? Não há viagra que dê uma ereção a quem teve o pênis decepado ou nasceu sem ele.

Mauricio Ricardo

Bronca da semana

Autor: Gleydson Vasconcelos dos Santos - Belo Horizonte - MG

Maurício Ricardo, tem problemas sérios nessa sua análise sobre a greve-geral (vídeo publicado hoje nesta seção e sexta passada no Facebook).

Primeiro: uma greve contra a reforma da previdência e contra a reforma trabalhista não pode ser considerada ilegítima porque não será capaz de mudar o país.

Propor isso é como reclamar que um band-aid é inútil porque não é capaz de tratar uma fratura exposta. É tipo usar que um chargista pra fazer análise político-social. Absurdo, né?

Maurício, a atenção ao objetivo da greve-geral (a razão pela qual ela foi chamada - não a que você julga pela qual ela deveria ser chamada) é fundamental para que uma análise sobre ela possa ser feita adequadamente.

Análise, por falar nisso, não parece ser o seu forte. Veja outro problema: todos os sindicatos são pelegos? Quem é o Maurício Ricardo pra dizer isso? Que pesquisa vc fez? Qual seu marco teórico? Qual sua metodologia de pesquisa?

Outro equívoco: como você chegou a conclusão que quem paga o pato é o dono da loja, da oficina mecânica, da padaria? Você ignora que se o DONO da loja, o DONO da oficina mecânica, o DONO da farmácia da padaria estão pagando algo, preço maior é suportado pelos EMPREGADOS da mecânica, pelos EMPREGADOS da farmácia e pelos EMPREGADOS da padaria.

Ainda sobre suas perspicazes análises: problemas adjetivos não devem ser resolvidos pela eliminação do objeto. Esse tipo de solução atende na verdade a quem deseja eliminar o objeto com problema, não melhorá-lo.

No caso, a credibilidade de sindicatos pode ser um problema, mas isso não se resolve destruindo, pelo fim da contribuição sindical, os sindicatos. Mas por meio de alteração da forma de participação dos trabalhadores nos sindicatos, especialmente nas eleições sindicais.

Tampouco na análise de tempo para que os sindicatos busquem melhorar vejo algum fundamento. Quem disse q agora é tarde? Você? Quem é Maurício Ricardo pra dizer quando é tarde? Virou guru? Profeta? Mestre do tempo?

E quanto aos conceitos de esquerda e direita? Não é o conceito de esquerda e de direita que são simplistas, mas essa sua idéia de que isso foi enfiado na cabeça dos brasileiros. Trata-se de um conceito de respeitabilíssimos cientistas políticos e juristas, cuja propriedade pra tratar do tema supera a sua infinitamente. Portanto, restrinja-se a julgar a própria imaturidade.

Por fim, qnto a qual seria o problema para ser tratada por uma grande manifestação ou greve nacional, deixe de desvalorizar a greve dos outros e chame uma você. Convoque uma greve-geral pra lutar contra os problemas que você diz serem mais importantes!! Quero ver você encher uma vã com a “gente de bem” a que você se refere.

Eu não poderia terminar a seção de hoje com um comentário mais emblemático sobre o vídeo em questão e tudo o que venho combatendo: intolerância, manipulação, divisão, agressividade.
Reitero tudo o que disse sobre a greve. Porque sou teimoso? Porque me acho dono da verdade? Não. Porque aquela é minha opinião. Eu não peço as credenciais de ninguém pra debater comigo, porque acho que toda opinião sensata, ou pelo menos bem construída, é válida pra nos fazer pensar.
Depois de mais de trinta anos de jornalismo e cartunismo, como chargista, repórter, editor de jornal, executivo e empresário, portador de uma licenciatura plena em História e um curso incompleto de Direito, me acho plenamente capaz de formar e sustentar, com argumentos, minhas opiniões sobre a conjuntura política e econômica do País.
Mesmo porque elas são apenas isso: opiniões.
Lamentavelmente não posso estar do outro lado da linha, pra te explicar, dando pause, tudo o que eu quis dizer. Na verdade, sem querer jamais ofendê-lo, pretendi ser bastante didático. Me frustra você não ter entendido algumas das poucas partes subentendidas, como a peleguice sindical ou os prejuízos da greve para as empresas menores num momento econômico tão dramático.
Me desqualificar porque você pensa diferente de mim é arrogância e mostra um grande desconhecimento da minha trajetória profissional.
Talvez você
Não saberia julgar sua capacidade cognitiva com base neste único texto raivoso. Meu país, ao contrário, me sinto habilitado a comentar: eu vivo nele há meio século e acompanho política profissionalmente desde os 17 anos de idade.

Mauricio Ricardo