Tobby entrevista - Wagner Loura

Tobby entrevista o ator Wagner Loura!

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Comentários

Autor: Nelson da Silva Borges - Belém - PA

Faaaaaaaaaaaala M.R., belezinha?
Cara, vi o vídeo sobre "Apropriação cultural", li seu comentário... Mas ainda não consegui entender! Eu sei que muitos aqui vão me chamar de idiota, lerdo, "Barrichelo" (desculpa, essa eu não resisti), mas cabe exatamente naquilo que você escreveu: a lindíssima do vídeo explica e conceitua numa velocidade de narrador de hipódromo! Então, aí vai meu pedido: explique, de maneira até lúdica, o que significa "Apropriação cultural", pois acredito que alguns aqui também não entenderam. Abraços.

Pra te mostrar que é possível encontrar na Internet maneiras muito mais simples de discutir temas complexos, segue um texto do "UOL Vestibular". Não é coisa de outro mundo. Confira clicando aqui, forme sua própria opinião e, se me permitir ser invasivo, respeite as opiniões contrárias. A harmonia cósmica agradece.
Mauricio Ricardo

Autor: Wagner Cinelli - Rio de Janeiro - RJ

Prezado Maurício Ricardo, no Carnaval passado lancei a marchinha "Lava Lava", que foi divulgada neste site. Estou lançando para este Carnaval a marchinha "Pena da Galinha", inspirada na fala do Ministro Teori Zavaski a respeito das delações na Operação Lava Jato: puxa-se uma pena e vem uma galinha.
Intérprete: Urca Bossa Jazz. Gravação: La Maison. Animação: Gabinete de Artes.
 

Boa. Mas essa parte da letra é dúbia: "Ai, ai, Seu Cabral/De Portugal, uma lição/ Só cuida do galinheiro/Quem não vai meter a mão". Rapaaaaaz, ninguém cuidou do nosso galinheiro metendo a mão tanto quanto os portugueses na época da Colônia. Tá, podiam não enfiar no bolso, mas carregaram a granja toda pro além-mar.
Mauricio Ricardo

Autor: Toshimi Pereira Nishizawa - Senardo Guimard - AC

Olá, Maurício. Fiquei muito feliz, não esperava que você lesse (e ainda respondesse) meu comentário (ontem, nesta seção)!
Entendo que algumas letras de músicas antigas (lidas friamente) são machistas, homofóbicas, racistas etc., mas não vejo motivo para dizer que não devam ser tocadas hoje em dia.
Posso estar sendo ingênuo, mas tem mesmo gente que vai brincar Carnaval e fica prestando atenção na letra da marchinha, e pior, utiliza a letra da música para tornar-se ou deixar aflorar o seu machismo ou racismo? Se a resposta for sim, acho que o problema não é a letra da música e sim a gente! Algo como irmos pra uma festa armado, será que queremos realmente nos divertir?
Enfim, não quero dizer (nem tem como dizer!) que não existe machismo, racismo, homofobia etc., mas como você disse, não é o caso de banirmos tais músicas! Acho que escutá-las seria uma ótima oportunidade de refletirmos sobre o que fizemos de errado e evitarmos fazermos de novo!
Abraços é um ótimo carnaval tranquilo, com muita alegria, paz, cerveja...

Entãããão. Este é o meu lado "nem tanto ao mar, nem tanto à terra": eu acho que quem tem que se sentir ou não ofendido é a vítima da brincadeira. E acredito piamente que a ofensa é justificada quando se sente na pele as dores dessas minorias.
Você pode até pensar: "Qual é a do Maurício? Acha que apropriação cultural é exagero mas aprova a censura de marchinha?". E eu lhe responderei: censura eu não aprovo. Mas meu mantra é: tenhamos bom senso. Não creio que usar turbante, por exemplo, seja racismo. Mas dizer: "O teu cabelo não nega, mulata / Porque és mulata na cor / Mas como a cor não pega, mulata / Mulata quero teu amor" é, sim, racista, misógino e tudo que há de ruim.
A estrofe diz, com todas as letras, que a mulata é boa só pra uns pegas, e assim mesmo porque "a cor não pega". Ou seja: se melanina fosse contagiosa, o cantor não ficaria com a garota.
Bem, eu não cantaria isso confortavelmente se estivesse num trio elétrico. Caminho do meio, gente. A resposta é sempre o equilíbrio e o respeito.
Mauricio Ricardo

Autor: Rodrigo Dantley - Belo Horizonte - MG

Estava eu aqui pensando. Obviamente não sei se tem lógica esse tipo de raciocínio, mas lá vai.
O que uma feminista cristã diz a respeito da passagem da Bíblia: "Não cobiçarás a mulher do teu próximo; e não desejarás a casa do teu próximo, nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo"?
Seria algo anti-feminismo, uma vez que nao fala sobre cobiçar o homem da próxima?

Você pegou um trecho até leve das Escrituras. Eu não sei o que uma feminista que segue a Bíblia diria, porque uma feminista que segue a Bíblia tem um nome: paradoxo.
Mauricio Ricardo

Autor: Cleber - Nova Odessa - SP

Como faz tempo que não aparece nenhuma, resolvi te mandar um comentário/pensamento/piadinha infame do dia:
Não sei o porque as pessoas se importam tanto com as letras de músicas se a maioria não é capaz de compreender uma frase escrita se quer....

Ah, consegue. "Meu pau te ama" é linguagem universal, só pra citar um exemplo.
Mauricio Ricardo