De tanto conversar tornei-me chata. E nem depois de cinco anos de casamento meu marido consegue me tratar com o carinho que, tenho certeza, mereço. Ele é músico, sai seis noites - e dias - por semana. O horário irregular eu entendo, não entendo é ele chegar e sair sem querer dizer para onde vai e quando volta. E quando volta: TV, PC ou dormir. Sou a fã nº 1 dele. Mas ele não gosta que eu vá com ele e fique sozinha enquanto ele toca. Faço tudo por ele. A atenção que ele me dá é na hora do sexo que eu nunca recuso. No restante me trata como se fosse uma empregada há quem não deve nada além do dinheiro que me dá toda semana. O amo, mas sinto como se mendigasse as migalhas do carinho dele. 

Sola - Brasília - DF

Nunca vivi de música, mas toco na noite como hobby e conheço muitos músicos profissionais. Aprendi que tem uma maioria muito séria e dedicada, que se realiza quando encontra uma esposa como você, fã, presente e que compreende os ossos do ofício.
Mas há também uma minoria que curte farra, que se acha o Bono quando toca um cover do U2 (ou o Luan Santana, se for do sertão) e não gosta de levar a mulher justamente porque quer pagar de superstar, com direito a curtir as bêbadas que sobram quando, no fim da noite, desce do palco.
Não posso afirmar que seu marido se enquadra nessa segunda categoria, mas se ele te dá só migalhas de carinho no mínimo não merece a fã que tem em casa.
Mauricio Ricardo

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