Saiu uma matéria na Record e vários sites sobre o plágio descarado que o Parangolé fez de uma música do Angra (vídeo abaixo). Sei que hoje em dia é difícil compor alguma coisa sem parecer com outra coisa já existente, mas nesse caso já foi demais, né? E se você descobrisse que alguma música sua se parece bastante com outra, mesmo você nunca tendo a ouvido? O que você faria?

Aaron Jordan - Belo Horizonte - MG

O assunto "Angra X Parangolé" já foi amplamente discutido, mas você faz questionamentos interessantes sobre a questão autoral. Então desculpem-me por reabrir o debate e dane-se a ditadura dos 140 caracteres. Hehehe.
Claro, Aaron, que existe o plágio involuntário, especialmente na música popular, onde o conceito do "belo" e do "vendável" empurra muitas vezes as canções pra mesma linha. Mas o bonito na música é que ela é que nem matemática: existem infinitas combinações de notas, e uma única delas pode fazer toda a diferença. Quando componho riffs (aquelas frases instrumenais, como essa do Angra) sempre tento criar coisas diferentes, que podem acabar parecidas com outras já existentes por beberem da mesma fonte: hard rock clássico. Mas parecer, nesse caso, seria pura coincidência.
O que aconteceu no caso do Parangolé é que o guitarrista não criou nada: enfiou o riff do Angra na gravação da banda dele, alegando que ouviu em algum lugar mas não sabia quem era o autor.
O que me chama a atenção nesse barulho todo é que sequer o tal do riff é o principal na canção baiana. A melodia e a letra logo caem no lugar comum da chamada Axé Music, e a criação do Kiko Loureiro (Angra) entrou como glacê do bolo.
A cópia foi absurda? Foi. O Paragolé deveria no mínimo ter dado o crédito? Claro. Mas fãs do Angra, relaxem. O fim do mundo será no dia em que Angra parodiar Parangolé, como eu já havia dito no Twitter.
Mauricio Ricardo

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