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Quinta-feira, 28 de Abril de 2016

Boa tarde, M.R.. Me permita chama-lo assim. Afinal, leio sua página pelo menos há 13,15... nem sei quantos anos. Meu filho, na época um garoto, é que me indicou. O tempo passou,ele fez universidade, até deixou de lado os E-mails Comentados, e eu aqui firme e forte. Lia tudo... até comentários no comentários.
Conhecia as pessoas. Muitas. Tipo Kátia e tantos outros..que sumiram agora... lia seus cometários sobre a então esposa, arquiteta. Decorou o espaço aí. Seus meninos... Aí vocês se separaram. Foi uma surpresa. Vieram as redes sociais, te seguia, vi você com novas companheiras, sempre te desejando o melhor na vida privada e na profissional.
Bom, isso tudo para te dizer que me considerava quase uma pessoa conhecida sua, mesmo. Sempre adorei sua inteligência, lucidez, astúcia e por aí vai. Lia muitos comentários seus para meu marido.
E por que digo tudo isso? Porque hoje venho me despedir de você.
Sim, você tem razão: a política tem separado as pessoas. Não consigo ler, ouvir e nem comentar sobre o atual governo; e sinto em você. às vezes, tendência em defende-lo.
Me desculpe, sei que não represento nada,nem uma fagulha... mas como tenho uma enorme consideração por você, não vou mais ver coisas que me fazem mal, e não sou de discutir e nem ficar gritando minhas opiniões.
Não mando esse e-mail para ser publicado, por favor. Mando apenas para uma despedida, dessas que a gente faz com as pessoas de quem gostamos.
Tudo de melhor para você, sua equipe e seus filhos, que se tornaram rapazes lindos e ótimas pessoas. Abração.

M. - Apucarana - PR

Querida M., vou publicar, sim, porque seu e-mail é bastante significativo nesse momento da vida nacional.
Olha que curioso: tenho nojo de Dilma, Lula, Dirceu, PT etc! Mesmo assim, isso não me torna cego para os deslizes morais dos demais políticos.
Hoje, por exemplo, estou sacaneando o governo Temer (tudo muda, mas nesta data ele já está escolhendo seu gabinete e Dilma é uma morta viva num palácio). Outro dia peguei no pé do Aécio e do seu PSDB.
Mas isso não me torna defensor do indefensável petismo.
Esse papel eu deixo pro Chico Buarque e pro José de Abreu, um com sua palavra equivocada mas elegante, outro com seu cuspe vazio e vulgar.
O fato é que em algum momento da vida nacional as pessoas resolveram que não existe um campo de convivência entre os cidadãos de visões diferentes. Decretaram que todos são obrigados a ser TOTALMENTE FIÉIS ou TOTALMENTE CONTRÁRIOS a pessoas e grupos, como se a essência básica da natureza humana, a imperfeição, não se aplicasse à política. Logo lá! No Brasil de hoje, condena-se “imperfeitos” que não podem ter qualidades, e mitifica-se “perfeitos” que jamais poderiam cometer erros.
Uma pequena parcela, mais moderada, até entende que a lama atinge a quase todos em menor ou maior grau, mas aponta o dedo e patrulha aqueles que evitam entrar no coro do “vamos apoiar o menos pior”.
Eu jamais vou abrir mão do distanciamento necessário pra fazer meu trabalho com isenção.
Obviamente, alguns homens públicos, por aquilo que considero suas falhas declaradas de caráter, ou pelo não alinhamento com meus valores humanos, merecerão minhas críticas mais ferrenhas.
Mas mesmo eles terão seus méritos reconhecidos, quando o demonstrarem.
Bem, reconhecidos à maneira dos chargistas: com sarcasmo e ironia, não com babação de ovo.
Então, Marlene, só posso dizer que lamento muito.
Uma leitura aguçada do meu trabalho vai mostrar a você que procurei bater em todos os homens públicos em evidência, na proporção do seu poder e suas falhas.
Faço um aparte para falar de Jair Bolsonaro: se a motivação por trás do seu e-mail é seu possível apoio ao nome dele – espero que não – tudo fica mais claro: hoje, para mim, Bolsonaro é um bufão oportunista. Um falastrão que nunca mostrou ao que veio e está pegando carona na desesperança nacional. Uma versão truculenta do Fernando Collor de 1989.
Não apoiarei jamais um homem que diz as atrocidades sobre mulheres, gays e que faz uma defesa intransigente e rasa da malfadada ditadura militar, que roubou as liberdades individuais dos brasileiros por 22 anos.
Sim, ele pode se tornar um dia o presidente democraticamente eleito deste país. Se tivermos sorte, pode ser um perseguidor implacável da corrupção, um competente gestor, um respeitador das liberdades individuais e colocar o Brasil nos trilhos.
Seria um feito à altura da posição de “mito”, título com que seus seguidores insistem em classifica-lo.
Se isso acontecer, ficarei feliz, porque amo meu país.
Mas sou chargista: vou sacanear o “presidente Bolsonaro” como fiz com TODOS, na mídia impressa e na Internet, desde Sarney.
Em resumo, tirando Bolsonaro da lista, só tenho mesmo a dizer que você está sendo extremamente injusta para comigo.
Repetindo, uma leitura cuidadosa das charges (estão todas no arquivo) vai mostrar que tento registrar essa fase confusa da história com a ironia e o distanciamento que meu papel exige.
No mais, muito, mas muito obrigado mesmo pelos anos de audiência e pelo carinho com que acompanhou minha história pessoal e torceu pela minha família.
Você citou meu divórcio.
Os divórcios e a crise política tem paralelos: ninguém que tenha boa fé quer que os mandatos e os casamentos deem errados. Mas quando dão, o melhor a se fazer é tentar manter os ânimos o menos acirrados possíveis pra manter uma margem mínima de diálogo.
Mas é justamente por já ter vivido um divórcio traumático e várias crises políticas, que entendo perfeitamente sua necessidade de se afastar de mim.
A experiência me mostrou também que tudo passa, e que os recomeços podem ser gratificantes quando mantemos nossos valores, nossa dignidade e nossos corações abertos.
Mauricio Ricardo

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Quinta-feira, 28 de Abril de 2016

Grande M.R, esta eu deixo o comentário pra você!!!
 

Cléber Lomar - Rio de Janeiro - RJ

Patético. Primitivo. Me parece uma cena de filme ambientado na Idade Média: a camponesa analfabeta e desdentada levanta seu vestido encardido e defeca sobre a ilustração com o rosto do inimigo, manja?
É um passo além do cuspe.
E pouco importa se a vítima é o Bolsonaro, que tantas vezes, em sentido figurado, nos arremessa dejetos pela boca. O que está errado, está errado.
O crescimento da estupidez no Brasil está me dando medo.
Mauricio Ricardo

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Quinta-feira, 28 de Abril de 2016

O cidadão estava falando de pedaladas, não de campanha.
Parece revoltado. Eu prefiro o caminho que estamos seguindo para ver se chegamos pelo menos ao fundo do poço e daí tentar voltar um pouquinho para fora dele.

Sergio - Mineiros - GO

Hâ... Não entendi. Que cidadão? Se é o que estava falando das contas, o TSE só analisa as contas eleitorais, não as pedaladas. Dito isso, uma ressalva: pelo amor de Deus! Fundo do poço não! Que alguém mande uma corda pra nos deter no meio do caminho!
Mauricio Ricardo

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Quinta-feira, 28 de Abril de 2016

Será que tem como fazer uma homenagem a Prince que morreu dia 21? abs

Arthur - Brasília - DF

Putz, foi mal. No meio da zona política toda, a morte do Prince realmente passou batida.
Mauricio Ricardo

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Quinta-feira, 28 de Abril de 2016

M.R., socorro, pelamordedeus, para tudo que eu quero descer. depois de ler isso:  "Mulher de ministro do Turismo posa em frente ao Congresso: 'Sou a primeira-dama mais bonita do governo'". Aqui no link, mais um farto material (de frente, de lado e detrás) para você se inspirar. 

Clara - Cuiabá - MT

Imagine alguém chegando ao governo Dilma agora: dias contados, Polícia Federal em cima, empreiteiros presos... Bem, cada ministro tenta garantir seu troco extra com os métodos ainda disponíveis...
Mauricio Ricardo

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