Tobby entrevista - Laranja Irritante

Tobby entrevista a infame Laranja Irritante!!!

Reprodução automática

Comentários

Autor: José Adalberto dos Santos Ribeiro - Fortaleza - CE

Nossa, Maurício! Fiquei assustado ao saber que no Ceará temos um grupo de terroristas do Islã. Olha a foto que conseguimos com o nosso Serviço Secreto. É de assustar! Precisamos alertar as autoridades e combater esses monstros!
kkkkkkkkk
Por favor, essa imagem é muito forte!

Terrorista brasileiro


Mauricio Ricardo

Autor: @valdenorsci - Belém - PA

Farol é roubo! 

Olha, me desculpe. Falar que mais uma infração alimenta a indústria da multa ou que andar com faróis acesos ajuda o radar a captar outras infrações ainda vai. Mas essa aí achei absurda. Bem coisa do Vlog do Lesado.
Mauricio Ricardo

Talentoso

Autor: Cléber Lomar - Rio de Janeiro - RJ

Grande M.R - veja que talentoso!... que achas?
 

Acho talentoso e de bem com a vida. Só não posso dizer que o bom humor dele é contagiante porque não infectou a motorista.
Mauricio Ricardo

Autor: Figueiredo - São Paulo - SP

M.R., eu tenho uma dúvida e acho que você como jornalista filho de jornalista pode me ajudar. Existem no Facebook duas páginas semelhantes: "Caneta Desesquerdizadora", que é percebida como direita (eles se dizem liberais e alguns odeiam ser chamados de direita) e "Caneta Desmanipuladora" que é percebida como esquerda (eles se dizem anarquistas e alguns odeiam ser chamados de esquerda) que tem premissas análogas: reescrever as reportagens dos grandes grupos de mídia a fim de alertar possíveis manipulações presentes no jornalismo brasileiro.
Ocorre que as reportagens são de grupos de mídia que se dizem neutros, como Grupo Globo, Jovem Pan, UOL e afins, e não de grupos de mídia que explicitamente afirmam suas ideologias ou jornalistas independentes. Taí minha pergunta: como um mesmo grupo de mídia pode desagradar dois extremos distintos concomitantemente e ser acusado de manipulador visto que as ideologias são tão distintas que isso é impossível?

Sem entrar no mérito da neutralidade ou da falta dela (grandes grupos são grandes porque são grandes negócios), você pode ver esse fenômeno sob dois aspectos. O negativo é que há uma distorção dos fatos, ideologicamente pensada, que pode enganar desavisados. O lado bom é que, se você tiver acesso às duas correntes, pode tirar suas próprias conclusões com mais facilidade.
Num mundo perfeito o brasileiro sairia da escola pronto pra ler uma notícia e entender as entrelinhas sozinho, sem a influência de blogueiros tendenciosos. Mas o mundo não é um lugar perfeito.
Mauricio Ricardo

Autor: Luciana - Belo Horizonte - MG

Sem querer alongar demais esse debate do "escola sem partido", mas já alongando...
Acho que o problema do projeto é querer resolver através de uma lei um problema que é de capacitação/motivação de professores e de envolvimento da família.
Não adianta nada aprovar uma lei dizendo que os professores precisam "ensinar os alunos a pensarem por si mesmos". Isso já está no Plano Curricular Nacional. Mas por que não acontece na prática? Uma boa pista é o fato de que 25% dos professores da educação básica não possuem ensino superior. Oras, sem a capacitação adequada como os professores podem ensinar de forma adequada?
Além do mais, não é só a formação básica que falta aos professores: como qualquer profissional o professor precisa se reciclar, tanto em termos de conteúdo quanto em relação às técnicas pedagógicas. E é muito raro encontrar escolas ou secretárias de educação preocupadas em oferecer esses cursos de reciclagem.
Sem falar nas condições da educação básica (salários baixos, escolas em mau estado, pouco prestígio da profissão, entre outros) que afugentam os melhores profissionais.
Um outro ponto do projeto que me chamou atenção foi a preocupação dele me garantir "que os pais soubessem o que é ensinado na escola e tivessem o direito de tirar o aluno de lá". Não me lembro de nenhuma escola - publica ou particular - que escondesse dos pais o conteúdo que está sendo ministrado. O que geralmente acontece é que os pais não se interessam pela vida escolar dos filhos: não ajudam a criança com o dever, não vão às reuniões de pais, assinam os bilhetes da escola sem ler direito, etc.
Muitas vezes os pais estão bem intencionados: não prestam atenção na vida escolar do filho porque estão ocupados trabalhando demais. Mas supor que a escola será capaz de adivinhar o conjunto de valores da família de cada criança é besteira.
Se os pais não participarem da educação dos filhos, eles serão educados de acordo com os valores da escola. Não é algo que se muda através de uma lei. 
Mais ainda, acho que esse projeto fere a ideia de liberdade de expressão. O professor deve ter a liberdade de dizer sua opinião em sala de aula sob qualquer tema. E deve ter a responsabilidade de expor o argumento que sustenta a sua opinião e as críticas a ela. Se o professor não cumpre com a sua responsabilidade cabe a à direção da escola demiti-lo ou realoca-lo em outro setor. A aprovação de um projeto que abre as portas para a criminalização da opinião do professor (ele não estabelece uma punição para o professor que "praticar doutrinação" em sala de aula, mas entendo que abre as portas para isso) só dificulta o debate a resolução do problema.
Sem falar no constrangedor aviso que teria que ser afixado em todas as salas de aula, lembrando muito as práticas da ditadura militar e do estado novo.
Enfim, desculpe pelo textão!

Depois da polêmica toda em torno das minhas duas charges sobre o tema, acabei gravando um vídeo pra explicar de forma bem clara meu ponto de vista. É bem na sua linha, Luciana:


Mauricio Ricardo